Read Lorde by João Gilberto Noll Online

lorde

«Uma bandeira do reino unido, que lembrava ter notado do quarto, agora se mostrava apenas certa mancha indistinta, flutuante. Fui para a outra janela ao lado: o mesmo. Perguntei-me se o mundo daqui agora era esse, embaçado.»Um escritor brasileiro de cinquenta anos, autor de sete livros reconhecidos e premiados pela crítica, recebe um misterioso convite de emprego de uma in«Uma bandeira do reino unido, que lembrava ter notado do quarto, agora se mostrava apenas certa mancha indistinta, flutuante. Fui para a outra janela ao lado: o mesmo. Perguntei-me se o mundo daqui agora era esse, embaçado.»Um escritor brasileiro de cinquenta anos, autor de sete livros reconhecidos e premiados pela crítica, recebe um misterioso convite de emprego de uma instituição britânica.Depois de desembarcar em Londres e de se instalar num apartamento nos subúrbios, percebe que pode haver um contrato, mas haverá pouco mais. Sem dinheiro nem pátria, vagueia ao sabor de encontros fortuitos, alimentado pelo desejo de viver fora das páginas das suas obras, de esquecer quem é.Lorde parte da experiência do próprio João Gilberto Noll em 2004, como escritor residente no King’s College. Nele desenha-se um retrato inquietante, herdeiro da tradição de Beckett, sobre quem somos e o que somos quando consumidos pela cultura mediática, num romance que a cada instante desfaz, como Karl Ove Knausgard, a fronteira entre a ficção e a vida....

Title : Lorde
Author :
Rating :
ISBN : 9789898800237
Format Type : Paperback
Number of Pages : 112 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

Lorde Reviews

  • Francisco H. González
    2019-05-01 16:06

    Hace un par de días murió João Gilberto Noll. No hay mejor manera de recordar a un escritor que leyendo sus libros. Leí una entrevista que le hicieron al escritor Luis Rodríguez en la que recomendaba esta novela. Luis y Noll se parecen. Son las suyas escrituras radicales, singulares, esas que dejan al lector postrado en la perplejidad. Leo este artículo de Vicente Luis Mora sobre la novela de Joao Gilberto Noll donde nos dice que fue Luis Rodríguez quien le forzó a leer a Noll. A menudo, en esto del leer vamos recorriendo los caminos que otros en su día hollaron para los que vamos detrás. Respecto a la novela de Noll experimento algo similar a lo que me sucedió leyendo La herida se mueve, esa sensación de que no haces pie, de que el autor te puede salir por cualquier parte, una sensación de extrañamiento, algo hipnótico, a pesar de que aquí sí hay una semántica y algo parecido a una historia.“Aquellas palabras sin semántica funcionaban para mí como un mantra y, como tal, era hipnótico, me llevaba a un estado de indeterminación: un murmullo satinado nunca convertido en gesto, en acción".El protagonista es un escritor que acude a Londres invitado por un inglés que le paga el alojamiento y dietas. Un hombre con siete libros escritos, a sus espaldas. Ese es su patrimonio. Todo lo demás es excedente. Un ser que en Londres va camino de disolverse dentro de sí mismo. Como el personaje de Paradoja del interventor que perdía el tren, al hacer una pausa en un pueblo y decidía quedarse allí, en Lord, el protagonista llega a Londres y su horizonte es ya un billete sólo de ida. Brasil quedó atrás. Noll compone escenas muy visuales, delirantes, absurdas, enajenadas, que provocan rechazo y atracción al mismo tiempo, una narración inasible, que no lo pone fácil, que abandona lo manido para aventurarse por construcciones mentales, a menudo sorprendentes, lo cual me conduce a este párrafo en el que el protagonista se pregunta sobre el acto de escribir.Por qué unimos una palabra a otra y armamos frases suntuosas o secas, sinuosas o directas, brutas o subliminales. Si lo que decimos con tales frases tienen relación inmediata con las cosas o sólo se sirven de la descarga de nuestras neuronas imposibles. Y en el caso de que prevaleciera esta última hipótesis ¿por qué no nos callamos, aun cuando yo pierda el empleo de profesor de este delirio llamado lengua portuguesa?Una lectura muy excitante, un autor, João Gilberto Noll, en el que abundar.

  • Sofia Teixeira
    2019-04-30 10:05

    screver sobre este livro provoca alguma inquietação. Também desassossegada foi a leitura. Embora curta, esta é uma obra que nas pouco mais de cem páginas que tem consegue deixar o leitor ofegante, um misto de pele arrepiada, algum asco e perplexidade, mas também uma enorme admiração. Não é uma escrita convencional, mas antes romanesca em que a realidade e a fantasia se entrelaçam em processos metamórficos e de alguma dissociação. Existe a urgência do desapego, de nada significar nada, mas tão somente o que for ali, naquele momento. Noll é um escritor premiado e no que toca a Lord tem sido associado a outros escritores como Kafka ou Lispector.Quem pegar neste livro, antes de o ler, penso que deve ter em conta duas coisas: a língua impressa é a original, português do Brasil, e a narrativa presa o movimento e acção, sendo corrida e contendo poucos parágrafos. Daí a sensação ofegante e sôfrega em alguns momentos. Combinando o processo de procura de um sentido às experiências empíricas e oníricas com um forte teor sexual, esta experiência do escritor brasileiro em terras de sua majestade revela-se tão curiosa como perturbadora. Aceitar um emprego, por umas míseras milagres, num país estrangeiro, em que o passado se tenta apagar e o futuro parece depender de alguém que desconhece... Dá pano para mangas.Propósito, solidão, motivação, (des)contentamento e frustração - tudo aspectos que assolam o ser humano nas mais diversas fases da vida. Entre os subúrbios de Londres e o derradeiro desfecho em Liverpool, testemunhamos o perdido, o vagabundo, o prostituto e o ladrão. Acabamos com a transfiguração imprevista, mas não imprevisível e o fim deixa-nos todo um turbilhão nas nossas mentes.Esta aposta da nova chancela da editora 20|20 - Elsinore - tem a particularidade de adicionar ao nosso mercado uma alternativa em português, do Brasil é certo, de um género que é pouco desenvolvido por cá e que mesmo pelo mundo poucos têm a capacidade de o fazer. O mais curioso é que o escritor diz partir de uma residência sua em Londres, mas não assume a autobiografia do mesmo. Numa entrevista ele diz: "Fiquei quatro meses lá, escrevendo esse livro, da manhã até as entranhas da madrugada. E foram os dias mais felizes da minha vida, não tenho a menor dúvida disso. Porque eu vivia, ali, o princípio do prazer freudiano o tempo todo. Eu não estava exatamente na realidade. Eu estava ficcionalizando uma série de coisas que eu vivia. Claro que Lorde não é um livro autobiográfico. Nem tenho jeito para fazer coisas autobiográficas, para fazer um documentário sobre o meu eu. Mas, realmente, se eu não tivesse ido a Londres, eu não teria escrito esse livro." Apesar destas afirmações, o leitor não deixa de especular até que ponto é que a ficção aqui apresentada não terá tido o seu lugar no mundo real.

  • Daniel Benevides
    2019-05-05 15:04

    Talvez o maior escritor brasileiro em atividade

  • Guillermo Macbeth
    2019-05-11 11:05

    Una novella brillante. Noll desciende una vez más a las profundidades de la subjetividad. Allí todo se confunde, se desliza, se deja ver en su pura condición ficcional. El presente, el pasado, el futuro, la memoria, el olvido, la identidad, la diferencia, todo existe en simultáneo. También la vida y la muerte. En esta novela en particular, Noll potencia estas perplejidades mediante una situación que es desconcertante en sí misma: la estadía inglesa de un escritor brasilero. La ocasión desencadena una tremenda metamorfosis del protagonista. El manejo del tiempo narrativo en Noll es magistral. A la voz lúcida en ideas se agrega una fuerza poética inusual en estilo. Creo que este libro es una gran obra de arte. Su lectura me parece muy recomendable junto con el resto de la obra de Noll, en particular, A Cielo Abierto.

  • Caroline
    2019-05-09 10:02

    Just to be clear:tumblr_m837usm6gb1qm88uwo1_400.gif (400×300)

  • Luis Protti
    2019-05-06 18:01

    Fantástico.